Archive for the ‘Entrevistas’ category

Entrevista: duas perguntas para…

27/11/2009

Após a assembléia, o blog do Sindtran ouviu dois associados, um agente de trânsito e um fiscal de transporte, confira a entrevista abaixo:

Agente de Trânsito:  Timóteo

Blog: Como você avalia a assembléia realizada hoje?

Timóteo: Eu avalio como positiva porque os agentes de trânsito estão conscientes do que realmente importa neste momento.  Não só prestar um serviço à sociedade, mas também, efetivar os seus legítimos direitos.

Blog: Você acredita que a população pode ser prejudicada com a paralisação?

Timóteo: Veja bem, os agentes de trânsito, em decorrência da consciência que eles têm e da importância que é o trânsito para a cidade, eu tenho legítima certeza que eles irão corresponder  com o quantitativo que é elencado na lei de greve. E, pode-se ficar ciente de uma coisa: os agentes de trânsito estão imbuídos de um espírito social, ou seja, querem ver o progresso da sociedade e, também, ver os seus direitos efetivados.

Fiscal de Transporte:  Clemilson

Blog: Qual sua avaliação da assembléia?

Clemilson: Extremamente positiva e, indo para um lado mais otimista, de certa forma, ela também foi histórica. Porque a conquista faz parte da luta, já dizia uma amiga minha que “a vitória é colorida pelas derrotas”, então, este momento está se colorindo e a união deve vir de todos, inclusive das pessoas que trabalham na sede do IMTT. Chega de perseguição, chega de não ganhar nada, chega de estresse no trabalho. Os nossos gestores têm que aprender a liderar e não somente mandar, porque quem faz o nome da empresa somos nós e não eles. Eles são temporários lá e nós somos permanentes. Então, todo mundo deve estar unidos, unidos mesmo, ir pra lutar. Se for pra apanhar, apanha; se for pra encarar sol, chuva. Agora o foco deve ser mantido, a união deve ser mantida.

Blog: Você acredita na participação massiva dos fiscais no movimento de paralisação?

Clemilson: Eu diria que será unânime porque os prejudicados não são apenas os fiscais. Hoje, quem tem cargo de chefia também está sendo prejudicado, porque a “esmola” que estão dando não dá nem pra agradar sequer o mais otimista dos profissionais.

ENTREVISTA: ÂNGELA MARIA CASTRO

19/09/2009

P9181172

A assistente social Ângela Maria Castro gosta de falar com espontaneidade e simplicidade e, desta forma, marcou sua palestra na abertura da Semana do Trânsito sobre os direitos dos deficientes físicos. Ao final do evento, ela concedeu esta entrevista ao blog do Sindtran:

Sindtran: Por que os direitos dos deficientes não são respeitados no trânsito?

Ângela Maria Castro: Infelizmente, esta é uma dura realidade. As pessoas não param para pensar na dificuldade destas pessoas em adquirir bens e serviços e nunca param para pensar que, Deus me livre, possam algum dia ter alguma deficiência. Então, a gente tem que respeitar.

De que forma pode-se mudar esta realidade?

A.M.C.: Eu creio que com muito trabalho de educação e saúde. E união da sociedade civil organizada, além do governo para promover o respeito às diferenças. Eu costumo falar em respeito às diferenças porque cada tipo de deficiência tem as suas especificidades, tem uma maneira de lidar, e uma maneira de abordar uma pessoa que tem deficiência física, auditiva, visual, mental. Eu acredito que esta seria uma maneira melhor da gente está corrigindo esta situação.

Na sua palestra você falou o Transporta (transporte gratuito oferecido por cooperativas em convênio com a Prefeitura para pessoas com deficiência), qual a importância deste projeto?

  A.M.C.: O Transporta tem sido de fundamental importância no sentido de propiciar aos portadores de deficiência física, cadastrados em centros de reabilitação, o acesso a tratamento. É lógica que, com toda esta iniciativa, ele, infelizmente, ainda não tem uma quantidade que atenda a toda esta população necessitada da cidade. Manaus hoje possui cerca de dois milhões de habitantes e, se jogarmos os dados  do IBGE onde diz que 14,5% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, a gente vai tomar um susto com a quantidade de pessoas com deficiência na cidade, que, na verdade, ainda não se sabe que são nem onde estão.  E que não têm acesso a nenhum tipo de tratamento. O Transporta veio atender a uma necessidade e a nossa reivindicação é que se amplie este serviço fundamental para promoção da qualidade de vida e saúde, principalmente.

ENTREVISTA: JUIZ JOÃO VALENTE DE AZEVEDO

19/09/2009

P9181163

Assim que terminou sua fala na abertura da Semana do Trânsito, o juiz João Valente de Azevedo pediu licença, pois teria que  se retirar para ir ao Tribunal. Acompanhamos o juiz no caminho até seu veículo e tivemos a oportunidade de fazer algumas perguntas:

Sindtran: Nos últimos anos, houve avanços na legislação do trânsito?

João Valente Azevedo: Houve avanços e um exemplo são estas Campanhas de Trânsito. Infelizmente, os avanços que tivemos foram muito fracos, mas houve avanços. O Estado precisa assumir o seu papel e precisa, acima de tudo, defender a vida, valorizar e qualificar o homem. E o legislador deve buscar mecanismos legais para defesa da sociedade.

Que medidas precisam ser tomadas para melhorar o trânsito?

J.L.A.:  Isto é muito complexo. Primeiro, aparelhar, reciclar o homem, melhores salários para os homens da segurança pública. Responsabilidade e vontade política para que possamos mudar este estado.

Muitos motoristas criticam os agentes de trânsito por aplicarem multa. Por que você acredita que ainda persiste esta visão distorcida do trabalho do agente?

J.L.A.: Eu sou homem que gosto de ouvir sempre as duas partes. Não posso dá uma resposta assim contundente. Será que eles só multam? Eu já vi muitos agentes de trânsito também orientando. Se o motorista é infrator, é aquele que, evidentemente, comete infrações de trânsito, ele não vai gostar. Se há agentes de trânsito que só multam, eu não conheço nenhum caso concreto para afirmar isso. Eu acho que os agentes de trânsito prestam um grande serviço a coletividade. E eles precisam ser mais bem aparelhados, ter melhores salários, cursos de especialização e qualificação.