Frota de motos cresce mais de 80% em cinco anos

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Segundo o Denatran, em Manaus, o crescimento de motocicletas nas ruas foi superior ao da frota de veículos de quatro rodas (carros, caminhões, ônibus e outros).

Em cerca de 30% dos acidentes envolvendo motos, as lesões causadas em quem viaja nas motocicletas são graves, afirma o Samu. Foto: Audimar Arruda/ Acervo-DA Em cerca de 30% dos acidentes envolvendo motos, as lesões causadas em quem viaja nas motocicletas são graves, afirma o Samu.

Nos últimos cinco anos a frota de motocicletas de Manaus aumentou 81,3%, de acordo com estatísticas do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Nesse período, a quantidade de motocicletas na capital passou de 46.841 em 2006 para 84.923 até fevereiro deste ano, segundo dados do órgão nacional.

Segundo o Denatran, em Manaus, o crescimento de motocicletas nas ruas foi superior ao da frota de veículos de quatro rodas (carros, caminhões, ônibus e outros), que apresentou aumento de 46%, passando de 248.793 veículos em 2006 para 364.055 neste ano.

De acordo com o coordenador-geral do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Ruy Abrahim, o aumento de motocicletas teve como consequência o crescimento de acidentes com pessoas feridas. “Em 70% dos acidentes de trânsito na cidade há o envolvimento de motocicletas e a imprudência, tanto de motoristas de carros quanto dos motociclistas, é o principal motivo dos acidentes”.

O coordenador do Samu ressaltou ainda ser comum o atendimento a motociclistas que não estavam usando capacete no momento da colisão. “Em cerca de 30% dos acidentes envolvendo motos, as lesões causadas em quem viaja nas motocicletas são graves. Devemos levar em conta que a moto, por si só, é um veículo perigoso”, avaliou Abrahim.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito e Fiscais de Transportes de Manaus (Sindtran), Sandro Moacir, a cidade de São Paulo tentou aplicar no ano passado uma lei que proibia as motos de trafegarem entre os veículos. “A idéia era boa porque estabelecia regras para o fluxo de motocicletas, mas ela foi considerada inconstitucional porque um Estado não pode legislar sobre tema de trânsito, o que seria competência apenas do Congresso Nacional”, explicou.

Para ele, uma regra que nem sempre é respeitada pelos motociclistas é a obrigatoriedade das motocicletas de trafegarem com os faróis ligados mesmo durante o dia. “Esta regra deixa as motos mais visíveis para os demais motoristas. Em cruzamentos ou em ultrapassagem os condutores de veículos têm uma melhor visão das motocicletas”, opinou.

A assistente social Keila Jobim, 31, opinou que os condutores de automóveis devem aprender a conviver com as motocicletas no trânsito. “A quantidade de motos não irá reduzir, então, devemos aceitar e nos adaptarmos a conviver pacificamente com os motociclistas. Reconheço que este aumento exige maior atenção dos motoristas de veículos e também que muitos não respeitam a legislação”, ressaltou.

‘Problema é o comportamento do condutor’

Entre 2006 e 2010, o Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran/AM) contabilizou 280 mortes no trânsito com envolvimento de motos, resultando em uma média de 56 mortes por ano. Para a diretora-presidente do órgão, Mônica Melo, o problema não é o número de motos nas ruas, mas o comportamento do condutor. “Pode-se ser um motorista de moto ou de carreta, não importa o porte do veículo, quem for imprudente é o que apresenta maior risco, não se pode culpar os veículos pelo comportamento irresponsável de quem o conduz”, disse.

Ela ressaltou que o aumento no número de motocicletas reflete as facilidades de se adquirir o veículo. “Além da possibilidade de financiamento a longo prazo, o bom momento da economia favorece o aquecimento do mercado de vendas de motos. Sem contar o menor custo que este tipo de veículo oferece. A manutenção é mais barata, por exemplo”, explicou Melo. “O próprio transporte público deficiente leva as pessoas a comprarem um meio de locomoção próprio”.

Atualmente, Manaus possui 471 motos para cada 10 mil habitantes, há cinco anos este índice era de 277 a cada 10 mil habitantes, considerando a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a capital de 1.688.524 habitantes em 2006.

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