Manifestação em defesa da causa palestina

Uma bandeira de Israel foi queimada pelos manifestantes

Texto e fotos: Álisson Castro

Descendentes de palestinos e simpatizantes promoveram hoje às 17h uma manisfestação contra o ataque de Israel a uma frota de navios que, supostamente, transportava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O incidente ocorreu no último domingo (30/05).

Quase cem pessoas se concentraram na avenida Eduardo Ribeiro esquina com a Sete de Setembro no centro da cidade. Portando cartazes, bandeiras e faixas, os manifestantes pretendiam chamar atenção para a agressão de Israel que resultou em nove pessoas mortas.

Um dos participantes falou a reportagem do Blog do Sindtran e pediu para não se identificar. O entrevistado viajará em alguns dias a Faixa de Gaza e teme por represárias dos israelenses. No entanto, suas declarações anônimas são reveladoras. “A única máscara de Israel caiu, ninguem ouvia nossa voz, mas o  mundo todo assistiu a matança que os israelenses fazem ao povo palestino”.  Questionado sobre a possibilidade de paz no oriente médio, o entrevistado se exalta, “por que não? é só cumprir as resoluções da ONU e mais nada, se isso acontecer a paz pode surgir amanhã”.

O senador amazonense João Pedro (PT) acompanhou a manifestação e defendeu a autonomia do povo palestinos. “Quem deve determinar o destino do povo palestino é ele próprio”, disse ao defender a criação de um estado Palestino. Sobre o incidente envolvendo a invasão da frota de ajuda humanitária pelo exército israelense, o senador também não poupou críticas. “Por que assassinar nove pacifistas? Israel deve parar com a violência e lutar contra a brutalidade no Oriente Médio”, criticou.

Entre os participantes da manifestação era comum ouvir conversas em árabe. Roupas tradicionais dos povos muçulmanos também era um indicativo para os traseuntes sobre o motivo daquela aglomeração. Alguns trajes destoavam como de alguns funcionários das lojas cujos proprietários estavam na manifestação e recrutaram seus empregados a colaborar no ato empunhando cartazes.

Por volta de seis horas uma das organizadoras começou um discurso em cima de uma kombi com sistema de sonorização. Era Umaia Ismael, uma especie de porta-voz da comunidade árabe do Amazonas. Ismael classificou o estado israelense de usar terror contra os palestinos. “Hoje vemos quem é o verdadeiro terrorista. Este é o tratamento que os palestinos recebem há mais de 60 anos e nunca foi divulgado, mas com os atuais meios de comunicação, será difícil esconder a verdade”, desabafou. “Antes as vítimas eram só palestinas, mas quando cidadãos de outros países são mortos a atenção é bem maior”, completou.

A princípio os manifestantes  planejavam realizar uma passeata que iria percorrer a avenida Eduardo Ribeiro até a Praça do Congresso, mas optaram apenas pelo ato público. Seis agentes de trânsito estavam no local para oferecer suporte caso a passeata ocorresse.

Quase ao final da manifestação houve a tradicional queima de uma bandeira do estado de Israel.

Veja aqui como funciona o bloqueio israelense a Faixa de Gaza.

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