Trânsito sem sinalização e ‘azuizinhos’

Falta de sinalização prejudica ainda mais a vida dos motoristas / Foto: Marcelo Cadilhe

Do jornal Em Tempo
O conturbado e confuso trânsito de Manaus têm mais dois motivos de preocupação: a falta de sinalização vertical nos complexos viários e a redução, desde ontem, no número de agentes que fiscalizam os veículos da cidade, os ‘azuizinhos’.

A ausência de placas indicativas no viaduto Gilberto Mestrinho, por exemplo, na antiga bola do Coroado, Zona Leste, deixa motoristas sem a noção dos acessos a bairros, como São José, Japiim e Distrito Industrial. E o mais grave: a falta dessa sinalização viária compromete a segurança dos condutores, como constatou, na manhã de ontem, o EM TEMPO. No local, motoristas realizaram manobras arriscadas, perdidos, pela falta da orientação das placas.

No complexo viário, inaugurado no final de janeiro, existe uma única placa, a 150 metros do local e que passa despercebida pela maioria das vezes até por motoristas mais experientes. “Esse problema é observado em toda a cidade. Por isso nem estranho que esse viaduto não apresente orientação”, reclamou o taxista, Daniel Bezerra, 41.

A falta de sinalização pode ser confirmada após uma simples comparação com o complexo viário Miguel Arraes, localizado entre as avenidas Mário Ypiranga e Darcy Vargas. A obra, entregue em fevereiro de 2008, na administração de Serafim Correa, permite, por meio de três placas dispostas na entrada da pista central, a orientação dos motoristas. “É possível se orientar pelas placas que dão a noção exata dos acessos permitidos pelo viaduto”, confirmou o engenheiro Eduardo Pinheiro, 47, que utiliza a passagem viária diariamente com destino ao Distrito Industrial.

Em outros dois complexos viários, o de Flores, nas proximidades da rodoviária e o Ayrton Senna, no início da avenida Mário Ypiranga (antiga Recife), existem placas informativas de pontos de referência. Mas, nesse último, a visualização é obstruída por uma placa indicativa de fiscalização eletrônica (corujinha) a 200 metros do Departamento Nacional de Trânsito (Dnit).

Mais dificuldades

Os acessos ao complexo Gilberto Mestrinho, no sentido de quem segue da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para o Coroado também são prejudicados pela falta de sinalização. Só os motoristas mais atentos percebem duas placas quando já se encontram dentro do viaduto, nas proximidades da bifurcação que dá acesso a avenida André Araújo. No sentido do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) para o Japiim, apenas uma placa orienta os motoristas, mas o letreiro chama pouca atenção em decorrência de estar localizada próxima a uma curva.
Procurada pela reportagem do EM TEMPO, a prefeitura reconhece o problema. Em entrevista a uma rádio local, o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), admitiu, que o problema será solucionado, mas não estipulou prazo para a realização dos serviços.

Redução de 20% dos agentes

Não bastasse a falta de sinalização viária, a fiscalização de veículos e o atendimento a acidentes de trânsito deixarão de contar com pelo menos 20 agentes – azuizinhos. A denúncia é do presidente do sindicato da categoria (Sindtran), Sandro Moacir, que  lamentou o descaso da prefeitura, quanto a realização de concurso público para a substituição dos fiscais.

Moacir ainda informou que os agentes retirados das ruas participam, desde ontem, do curso de formação de policial civil. As aulas ocorrerão pelos próximos quatro meses. “Eles foram aprovados em concurso público e, com certeza devem desfalcar as equipes de rua nos próximos meses”, relatou.

O presidente dos agentes avisa que a redução em quase 20% no número total de fiscais deve sobrecarregar os atuais 193 azuizinhos que coordenam o trânsito da cidade. “E esse número pode ficar ainda menor, pois vários agentes aguardam ser chamados em outros concursos”, alertou Sandro Moacir.

Por meio de assessores, o Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (IMTT) informou que aguarda posicionamento da Secretaria Municipal de Administração (Semad) para a realização de concurso público para preenchimento de vagas de agentes. Conforme o Instituto, a prefeitura reconhece que há uma defasagem de 300 azuizinhos para a fiscalização de um trânsito com quase 500 mil veículos.

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