O perigo do nosso silêncio. Uma categoria à beira da morte

Por Carlos Fábio Guimarães

Já havia postado um comentário no blog. Entretanto, minha perplexidade diante dos prováveis fatos me levou a escrever um pouco a mais em relação ao “mistério sobre o curso de agentes de trânsito do IMTT” que gostaria de socializar com vocês. Vejamos:

Informações não-oficiais afirmam que a guarda municipal está ministrando o referido curso aos interessados. Se a informação estiver correta, nada contra os GM’s darem tal curso, até porque eles mesmos foram treinados por alguns agentes de trânsito em outras épocas, quem não se lembra? O problema é bem maior. Querem aniquilar de vez a categoria dos agentes de trânsito, assim como fizeram com a Guarda Municipal.

Hoje, há mais GM contratado em forma de RDA do que concursados. A disparidade é grande. É uma categoria fragilizada. Não tem representatividade, não tem força para reinvidicar melhorias, pois seus membros podem ser facilmente substituídos por outros. Por isso, ninguém se atreve a “brigar” por nada, em fazer “greves”. Os poucos concursados que existem, não tem poder para reunir a categoria.

Para esse contexto, caso fiquemos parados em silêncio, caminha a categoria dos agentes de trânsito. Com cada vez menos efetivo, o quadro tende a ser preenchido pelo pessoal do referido curso, que entraria em caráter RDA e “mataria” de vez esta categoria. O poder público alegaria que as contratações seriam em caráter de urgência e, posteriormente, faria o concurso. Isso nunca aconteceria. Basta começar…

Todavia, porque enfrentar o poder público nesta batalha infernal? Não tenho a resposta, meus caros leitores. Em Brasília-DF, além de concursado, o cargo de agente de trânsito exige nível superior e o salário é de aproximadamente R$ 5 mil. Penso que talvez seja válido comprar esta “briga” para tentar sensibilizar a sociedade que o trânsito é algo importante, que afeta consideravelmente nossas vidas e, não é apenas simples deslocamentos que realizamos diariamente. Mas deslocamentos com qualidade, segurança e de forma responsável. Que o poder público “brinca” de administrar o trânsito.

Podemos também não “brigar” com nada. Deixar que o salário chegue ao mínimo, que o requisito para se trabalhar no trânsito seja apenas o fundamental no próximo concurso e que sejamos igual a categoria dos guardas municipais. Um barco à deriva.

Afinal, muitos agentes “bons de briga” já passaram em bons outros concursos. Outros agentes passaram na Polícia Civil recentemente e os que ficam não tem força para aglutinar a categoria.

A escolha é sua. A minha? Resolvi estudar.

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