Tarifa de R$ 2,10 vigora a partir de segunda-feira

O prefeito mostrou desconforto com algumas perguntas de jornalistas que pediram mais detalhes sobre a medida

Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA

A tarifa de ônibus de Manaus no valor de R$ 2,10 passará a vigorar a partir da próxima segunda-feira.  A meia-passagem será R$ 1,10. O prefeito Amazonino Mendes disse, em coletiva ontem de manhã, que a redução deve-se ao fim da fraude na meia-passagem, ao fim do “sistema predatório” (referindo-se à diminuição da frota do Sistema Executivo) e ao plano de pavimentação das vias que a prefeitura está elaborando.

A imprensa não teve acesso ao relatório com detalhamento dos cálculos que levou a prefeitura a baixar de R$ 2,25 para R$ 2,10. O presidente do Instituto Municipal de Transportes Urbanos (IMTT), Raphael Siqueira, apenas leu trechos do documento para repórteres de jornais impressos apontando dados sobre custos das empresas em combustíveis, manutenção, insumos e folha de pagamento. Segundo ele, o cálculo apontava uma tarifa de R$ 2,11.

Durante a coletiva, Amazonino Mendes mostrou desconforto com algumas perguntas de jornalistas que pediram mais detalhes sobre a medida. Indagado sobre o fato de o reajuste da tarifa, concedido no ano passado, ter sido uma obediência a uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJA) à concessionária Transmanaus, à qual a prefeitura não recorreu, o prefeito respondeu: “Esquece liminar. Esquece tudo isso. Não confunda a cabeça das pessoas. Estou falando português, não estou falando alemão, nem grego. O que interessa é o preço da tarifa.”

Sobre a reação das empresas, ele disse que elas estão atuando irregularmente porque “não existe contrato” e que “quem não quiser ficar no sistema pode ir embora”. “O contrato é nulo. A licitação foi uma fraude. Nenhuma empresa podia participar”, disse.

Questionado sobre o motivo que o levou a dar o reajuste, em julho do ano passado, o prefeito explicou que tomou a medida “numa emergência” porque “o sistema de transporte poderia parar”, diante da obrigação das empresas de pagar o dissídio coletivo dos funcionários.

Aberto a novas empresas

O prefeito Amazonino Mendes, ao salientar a suposta irregularidade das empresas de transporte de Manaus, apresentou uma novidade: a possibilidade de incorporar cooperativas do sistema Executivo no sistema convencional. “O sistema está aberto para novas empresas, inclusive o pessoal do sistema Executivo”. Ele não informou como se dará a incorporação de ônibus que não fazem parte da concessionária Transmanaus, caso os donos dos ônibus se interessem em entrar no sistema. O prefeito também não disse se as filiais da Transmanaus terão um prazo para continuar operando, já que, na avaliação dele, elas estão ilegais.

Mendes voltou a sinalizar que pretende realizar uma nova licitação para o transporte convencional, mas disse que para fazer isso tem que saber de onde virão os novos ônibus. “Essa licitação vai demorar um pouco. Temos que adaptar ao novo sistema que vamos ter o monotrilho e o BRT”, disse.

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