CMM discute monotrilho e BRT

Vereadores questionam projetos de transporte/ Foto: Alisson Castro

Vereadores questionam projetos de transporte

Texto e fotos: Álisson Castro

Os ânimos ficaram acirrados ontem (16/10) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante a audiência pública que discutiu os projetos de transporte que serão implantados na cidade para a Copa de 2014.

O monotrilho e o sistema chamado de Bus Rapid Transit (BRT) foram apresentados aos participantes que também poderam opinar e questionar os dois sistemas de transporte. O arquiteto João Bosco Chamma disse que os projetos estão virando um cabo de guerra entre o Estado e a Prefeitura, e reclamou o fato do projeto do  monotrilho ter sido elaborado por engenheiros de São Paulo que, segundo ele, não conhecem a nossa realidade. “Será que aqui em Manaus só tem burro?!”, polemizou o arquiteto.

O deficiente físico Antôvila da Silva quis saber se os deficientes terão direito a gratuidade no novo sistema de transporte, técnicos da Seplan afirmaram que todos os benefícios que existem no atual modelo serão mantidos, como as gratuidades e a meia-passagem estudantil.

Um engenheiro de nome Gerônimo afirmou que o contrato para a implantação do monotrilho apresenta irregularidades porque não houve a possiblidade de licitação, segundo ele, a empresa foi escolhida com critérios até agora desconhecidos.

A ausência mais sentida da audiência foi do IMTT que não mandou nenhum representante para discutir os projetos de transportes da cidade.

Estudantes da Zona Leste fazem manifestação na audiência

Estudantes da Zona Leste fazem manifestação na audiência

O vereador Jaildo dos Rodoviários disse que sua maior preocupação é com os trabalhadores do sistema de transporte que poderão perder emprego com o monotrilho. “Vai haver desemprego, porque a maioria das outras linhas serão alimentadoras, que podem circular sem cobradores”, reclamou Jaildo.

Para o vereador José Ricardo falta informações da Prefeitura sobre o projeto que ela irá gerenciar, “parece que ainda não existe um projeto claro do poder municipal”. José Ricardo disse ainda que haverá grandes intervenções no trânsito, além de centenas de desapropriações para a implantação do BRT e prefeitura não se manifestou sobre o assunto, “ainda não se sabe quem vai bancar este alto custo”, completou o vereador petista.

O monotrilho  estará implantado até 2013 e contará com uma pista elevada de 15,2 kilômetro de extensão que ligará o Terminal 3 (Cidade Nova) ao Centro da cidade. No trajeto haverá apenas sete pontos de paradas. Serão 16 trens com capacidade de acomodar mil passageiros cada um.

O sistema BRT terá ônibus articulados saindo do terminal 4 (Jorge Teixeira), passando pelo Japiim, Cachoeirinha e Centro. A tarifa para os dois sistema será de R$ 2,50. O custo dos projetos está estimado em R$ 2 bilhões.

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